Por Ligia Toledo
São Paulo
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Com o avanço da tecnologia essas novas maneiras de trocas digitais podem ser feitas através de sites e até mesmo aplicativos para smartphones e tablets.
A destinação de lixo é um dos temas mais temidos entre ambientalistas e aqueles que estão de olho na atual situação dos grandes centros, pois quanto maior a população de uma cidade, estado e país, o volume de lixo também cresce proporcionalmente.
Muitos não se preocupam com a destinação final do lixo pelo simples fato de que tais resíduos são levados embora por profissionais e não ficam expostos próximos à população, dando a falsa sensação de que está tudo resolvido.
O problema é que não existe uma destinação final correta e tanto o lixo orgânico; aquele que é biodegradável, que se decompõe rapidamente, chamado “lixo úmido”, como restos de alimentos, papel higiênico usado, quanto o sólido; materiais que não se decompõe a curto prazo, ou até mesmo objetos que não são mais desejados por serem antigos ou obsoletos, mas ainda cumprem a sua função projetada inicialmente, são levados para lixões e contaminam o solo, lençóis freáticos e colocam em risco a vida de catadores que fazem da coleta de lixo um meio de sobrevivência.
Além dos métodos convencionais de reciclagem de lixo, cada vez mais a tecnologia aliada a rapidez e a praticidade encontrada na internet, trazem novas possibilidades de trocas sustentáveis.
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O ex-Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério de Meio Ambiente, Nabil Bonduki, acredita que as novas tecnologias podem contribuir muito na questão: “Existem objetos considerados lixo para um pessoa que podem servir para outros indivíduos. Uma das políticas mais importantes da destinação de lixo é a redução de resíduos sólidos, que pode ser feita através de doações, e utilizar a internet para isso é extremamente válido pois coloca diferentes pessoas em contato rapidamente”, afirma Bonduki.
O Brasil também conta com sites e blogs com informações valiosas. A empresa TetraPak pioneira no incentivo à reciclagem no país, lançou um aplicativo gratuito chamado Rota da Reciclagem. Através desse mecanismo, é possível encontrar pontos de recebimento de lixo reciclável, cooperativas e locais que compram lixo. O serviço aponta os locais mais próximos e suas informações: endereço, telefone, site e os tipos de material que cada instituição recebe. Uma espécie de Google Maps da reciclagem.
Outra ação em terras canarinhas é a iniciativa da empresa de produtos esportivos Adidas, que lançou a campanha Pegada Sustentável. O participante leva um par de calçados que não deseja mais para uma loja da Adidas, que os transformará em combustível para alimentar fornos de cimento, reaproveitando-os integralmente como fonte energética.
Todo o processo é feito de acordo com a legislação ambiental vigente no Brasil. Segundo Michele Lopes, relações públicas que representa a marca no Brasil: “o programa voluntário de logística reversa é pioneiro no Brasil e visa minimizar os impactos ambientais causados pelo descarte inadequado dos calçados esportivos. Além de sensibilizar e engajar os usuários na prática do descarte consciente e disseminar os princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos”, afirma Michele.
Outra ação da marca que contribui com o meio ambiente é o compromisso de utilizar 100% de Better Cotton a partir de 2018, tornando o cultivo de algodão mais sustentável, reduzindo o consumo de água, a utilização de pesticidas e melhorando as condições de trabalho de seus empregados. A relações públicas do grupo Adidas revela que a empresa também colabora com os principais representantes de diversas indústrias, a fim de trazer a sustentabilidade para um novo nível: “a Adidas é co-fundadora do Grupo de Trabalho de Couro e dá suporte à Coligação do Vestuário Sustentável” conclui Michele.






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