Apesar do bom momento vivido, atletas, treinadores e dirigentes esperam que a natação deixe de ser modismo e se firme como um esporte forte em todo país
Por Bruno Moraes
São Paulo
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| Pq. Aquático Maria Lenk - Foto: Divulgação |
Instituída oficialmente no país em 1887, a natação teve o Rio de Janeiro como base para formação de atletas à partir dos clubes de regatas. Nossas primeiras medalhas olímpicas surgiram somente nas décadas de 50 e 60 até que em 1984, o atleta filiado ao Clube de Regatas Flamengo, Ricardo Prado conseguiu uma prata em Los Angeles, inaugurando um novo tempo para a natação que virou moda na época. Muitos começaram a cair na piscina à partir daí, mas ainda assim a vida de um nadador profissional não era fácil. Prado que atualmente trabalha no Comitê Olímpico Rio 2016 passou por isso. “Em 80 o esporte era coisa de adolescência , as pessoas praticavam natação e até outros esportes até a hora que entravam na faculdade, eu ainda fui um dos que foi até mais longe, parei com 23 anos, mas infelizmente os esportes não tinham grande incentivo, não era um esporte profissional , até mesmo sendo medalhista olímpico eu tinha dificuldade de viver do esporte” diz Ricardo.
Após essa geração tivemos Gustavo Borges, medalhista de prata e bronze em duas Olimpíadas, seguido por Fernando Scherer, bronze em Atlanta e a equipe do revezamento 4x100m , bronze em Sidney. No feminino alguns nomes incluindo Joana Maranhão que já participou de uma final olímpica aos 17 anos e também a Fabiola Molina, uma das principais nadadoras do Brasil, integrante da seleção brasileira desde 92, com 2 olimpíadas e ainda em atividade aos 37 anos. Ela é remanescente de uma geração onde não haviam tantos investimentos. “Agente ainda não tem uma estrutura perfeita em todo Brasil até hoje naverdade, agente pode evoluir muito mais, principalmente no nordeste que tem um clima excelente para a prática de natação, apesar de alguns atletas esforçados que acabam aparecendo, ainda é pouco, mas apesar disso hoje com certeza existe mas profissionalismo que antes” diz a nadadora que atualmente treina na Flórida, EUA.
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| César Cielo- Foto: Divulgação |
Nossa maior glória olímpica na natação veio em 2008, com a primeira medalha de ouro, conquistada por Cesar Cielo, trazendo mais uma vez a natação para a mídia, despertando o interesse popular. O presidente da FAP, Federação Aquática Paulista, conta como se dá a identificação com os atletas para que surjam novos talentos: “Eu também fui nadador e a muitos anos atrás o meu espelho foi um cara chamado Tetsuo Okamoto que foi o primeiro medalhista Olímpico, por causa dele eu fui ser nadador de 1500 metros e isso acontece com todos, a pessoa vai praticar o esporte e ela tem alguém em que se espelhar, no caso do Cesar Cielo, recordista mundial, olímpico, medalhista de ouro, o jovem pensa, eu quero ser igual o Cesão e assim vai, aliás o César Cielo saiu de Santa Bárbara e veio pra São Paulo pra treinar junto com o Gustavo Borges, foi o espelho dele, apesar disso ser pouco falado por aí” disse. Ainda hoje com todos os patrocínios e investimentos que tem, a natação brasileira continua sendo mais forte nas regiões sul e sudeste, onde acabam surgindo os principais atletas.
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| Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa - SP/SP - Foto: Divulgação |
Na cidade de São Paulo por exemplo existe o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa da Secretaria de Esportes, que prepara atletas para as próximas olimpíadas, de olho principalmente na Rio 2016. O jovem Maike Alan Cruz de 17 anos, é o 2º nadador mais rápido do país nos 400 Medley categoria Júnior, uma das promessas para o esporte e se prepara neste centro olímpico.
“Eu nado desde os 3 anos de idade e eu sempre assistia as olimpíadas, vendo os brasileiros eu pensava, quero ser igual eles, ou melhor até. Pra isso treino muito, de segunda à sábado 2 vezes ao dia, dentro e fora da piscina, é bem puxado. Estou tentando o índice olímpico pra quem sabe esse ano em Londres, mas principalmente em 2016 no Rio, onde quero estar.” Diz o jovem atleta.
Além de Maike, inúmeros outros brasileiros estão ralando para alcançar índice Olímpico para Londres no meio do ano, alguns já conseguiram.
Então, vamos torcer para que a natação brasileira continue crescendo e explore todo potencial que ainda temos dentro desse esporte que é considerado o mais completo de todos.
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